Marcos Oliveira
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Estudos

Por Marcos Oliveira · Criado em 09/09/2026

Se o ambiente nos molda, o que acontece quando a IA passa a fazer parte dele?

Desde a infância, somos moldados pelas relações ao nosso redor. Mas esse ambiente está mudando.

TL;DR

Estudos em Psicologia mostram que família, pares e ambiente social podem influenciar comportamentos e trajetórias ao longo da vida. Hoje, uma parcela crescente dessas experiências ocorre em ambientes mediados por algoritmos. Com a IA generativa, a tecnologia passa também a conversar, responder, aconselhar e adaptar-se ao indivíduo. As evidências longitudinais sobre as consequências dessa mudança ainda são limitadas. A questão central deste texto é: o que acontece quando parte do ambiente que nos influencia deixa de ser exclusivamente humano?

Durante décadas, a Psicologia buscou compreender uma questão aparentemente simples: quanto do que somos é influenciado pelas pessoas e pelos ambientes sociais nos quais vivemos?

Família, amigos, escola, vizinhança, condições econômicas e grupos sociais participam, em diferentes momentos, da construção de nossas experiências.

Hoje, entretanto, talvez seja necessário acrescentar uma nova variável a essa discussão: a tecnologia. Ou, mais especificamente, sistemas capazes de selecionar aquilo que vemos, recomendar pessoas e conteúdos, aprender nossas preferências e, mais recentemente, conversar diretamente conosco.

Se sabemos que o ambiente social influencia o desenvolvimento humano, o que acontece quando parte desse ambiente passa a ser organizada ou até produzida por algoritmos e sistemas de inteligência artificial?

Antes dos algoritmos, já existia influência

A ideia de que somos influenciados socialmente está longe de ser recente.

Desde a infância, aprendemos observando comportamentos, recebendo aprovação e reprovação, formando vínculos e tentando compreender as regras dos grupos aos quais pertencemos.

A família normalmente constitui um dos primeiros desses ambientes.

Uma revisão sistemática publicada por Weich e colaboradores analisou estudos prospectivos que acompanharam pessoas por pelo menos dez anos. Os resultados encontraram associações entre relações familiares particularmente adversas durante a infância e alguns transtornos psicológicos posteriores.

Isso não significa que uma determinada experiência determine necessariamente quem aquela criança será quando adulta. Significa algo mais sutil: experiências sociais podem alterar probabilidades e trajetórias.

A própria família, por sua vez, não existe isolada da sociedade. O chamado Family Stress Model estuda como pressões econômicas e sociais podem afetar o funcionamento familiar e, por consequência, o desenvolvimento das crianças.

Mas chega um momento em que outro ambiente começa a ganhar importância: os amigos.

Nós escolhemos nossos amigos ou nossos amigos nos modificam?

Essa pergunta possui uma história interessante dentro da Psicologia.

Quando adolescentes com determinados comportamentos fazem parte do mesmo grupo, existem pelo menos duas explicações possíveis:

  • Seleção: talvez tenham se aproximado porque já eram semelhantes.
  • Influência: talvez tenham se tornado mais semelhantes depois de conviver.

Na literatura, esse problema costuma aparecer na distinção entre seleção e influência dos pares.

Uma meta-análise de Giletta e colaboradores reuniu 233 efeitos provenientes de 60 estudos longitudinais realizados em quatro continentes.

Os pesquisadores adotaram um critério importante: os estudos precisavam controlar o comportamento inicial dos próprios jovens.

Mesmo assim, o comportamento dos pares continuava associado a mudanças posteriores no comportamento individual.

O resultado não significa que amigos controlem nossas decisões. Mas ajuda a estabelecer uma ideia importante: as pessoas às quais somos expostos podem participar da transformação de nosso próprio comportamento.

E então surge um problema bastante contemporâneo: quem escolhe hoje as pessoas, ideias e comportamentos aos quais seremos expostos?

O ambiente social deixou de ser apenas físico

Durante a maior parte da história humana, nossos ambientes sociais eram limitados principalmente por proximidade: família, vizinhos, colegas, amigos, professores, comunidade.

A internet rompeu parte dessa limitação. Hoje podemos passar várias horas por dia observando pessoas que nunca encontramos fisicamente.

Mas houve uma mudança ainda mais importante. Nas redes sociais, normalmente não escolhemos individualmente tudo aquilo que veremos.

Entre milhões de possibilidades, sistemas computacionais selecionam uma pequena fração do conteúdo e a colocam diante de nós.

Assim, talvez exista uma diferença fundamental entre escolher participar de um ambiente e ter o ambiente continuamente reorganizado em torno de nossas próprias ações.

Curtimos algo. Permanecemos alguns segundos a mais em outro conteúdo. Assistimos a determinado vídeo até o final. Ignoramos outro.

Esses pequenos comportamentos tornam-se sinais. E esses sinais ajudam sistemas de recomendação a decidir aquilo que provavelmente aparecerá depois:

comportamento → dados → recomendação → exposição → novo comportamento → novos dados → (o ciclo se repete)

O algoritmo apenas observa nossas preferências ou também participa da formação das preferências futuras?

Um ambiente estruturado algoritmicamente

Um estudo publicado em 2026 por Lizzy Winstone e colaboradores oferece uma perspectiva interessante.

Os pesquisadores investigaram a relação entre recomendação algorítmica e saúde mental entre adolescentes de 14 a 19 anos, utilizando entrevistas acompanhadas por conteúdos reais dos feeds dos participantes.

O estudo encontrou uma interação complexa entre comportamento dos usuários, estados emocionais, características das plataformas e aquilo que os algoritmos posteriormente recomendavam.

Os autores utilizam a ideia de uma exposição estruturada algoritmicamente para compreender esse fenômeno.

Importante: trata-se de um estudo qualitativo. Ele não demonstra que algoritmos produzam determinado efeito psicológico de maneira causal.

Mas ajuda a formular uma pergunta relevante: se experiências repetidas fazem parte de nosso desenvolvimento social, importa quem organiza a frequência dessas experiências?

Talvez a questão não seja apenas quanto tempo passamos em uma rede social. Talvez seja também: que mundo social aquela rede está continuamente apresentando para cada pessoa?

Duas pessoas podem habitar ambientes sociais diferentes sem sair da mesma casa?

Imagine dois adolescentes. Eles estudam na mesma escola, moram no mesmo bairro, talvez até pertençam à mesma família.

Fisicamente, seus ambientes possuem muitas semelhanças. Mas seus ambientes digitais podem ser completamente distintos.

  • Um recebe continuamente conteúdos relacionados a esporte, ciência e programação.
  • Outro encontra discussões políticas, conflitos, padrões estéticos e conteúdos sobre relacionamentos.
  • Um terceiro poderia ser exposto continuamente a algum tema extremamente específico.

Todos estão fisicamente próximos. Mas aquilo que observam durante horas todos os dias pode ser radicalmente diferente.

Então aparece uma pergunta: a ideia tradicional de ambiente social ainda é suficiente para explicar o ambiente no qual uma pessoa cresce?

Talvez precisemos considerar também aquilo que poderíamos chamar, de maneira provisória, de ambiente social algorítmico. Não como um conceito psicológico já estabelecido, mas como uma pergunta — um ambiente no qual aquilo que enxergamos da sociedade passa por sistemas de seleção computacional.

Mas a inteligência artificial muda novamente essa relação

Nas redes sociais tradicionais, ainda existe um elemento relativamente claro: o conteúdo normalmente foi produzido por outras pessoas, e o algoritmo decide principalmente aquilo que será apresentado.

A IA generativa introduz algo diferente. Ela não precisa apenas escolher uma mensagem humana. Ela pode produzir a própria resposta.

pessoa ↔ sistema artificial

Uma pessoa pode conversar durante horas com uma IA. Pode estudar, pedir conselhos, discutir ideias, contar dificuldades, pedir uma segunda opinião, receber sugestões, discordar ou buscar encorajamento.

Isso produz uma questão que talvez seja mais psicológica do que tecnológica: quando uma tecnologia conversa conosco, ela continua sendo apenas uma ferramenta?

Uma resposta artificial pode ser percebida como suporte social?

Algumas pesquisas já começam a investigar exatamente isso.

Em 2025, Merrill, Mikkilineni e Dehnert estudaram chatbots de inteligência artificial como possíveis fontes de suporte social virtual.

Os pesquisadores observaram que determinadas características das mensagens produzidas por IA estavam relacionadas à percepção de suporte, validação emocional e calor interpessoal.

O estudo não significa que conversar com uma IA seja equivalente a estabelecer uma relação humana. Mas abre uma questão fascinante: para que uma interação produza algum efeito social, o interlocutor precisa necessariamente ser humano?

Podemos saber racionalmente que estamos conversando com um sistema computacional e, simultaneamente, responder psicologicamente a determinadas características daquela interação? Talvez essas duas coisas não sejam mutuamente exclusivas.

E se começarmos a criar vínculos com máquinas?

Essa possibilidade já deixou de ser apenas tema de ficção científica.

Em 2026, uma revisão sistemática conduzida por Hung e colaboradores analisou 39 estudos empíricos sobre relações parassociais envolvendo inteligência artificial.

Os trabalhos incluídos relatavam possíveis benefícios, como suporte emocional, sensação de pertencimento e atendimento de determinadas necessidades sociais.

Ao mesmo tempo, apareceram preocupações relacionadas a dependência emocional, substituição de relações humanas, influência comercial, privacidade e comportamentos compulsivos.

Talvez o resultado mais importante seja justamente aquilo que ainda falta: os autores destacam a necessidade de mais pesquisas longitudinais para entender como esses vínculos evoluem ao longo do tempo. Já sabemos que essas relações existem. Ainda sabemos muito pouco sobre aquilo que anos de convivência com elas podem produzir.

E quando isso começa durante a adolescência?

Essa questão ganha outra dimensão quando pensamos em desenvolvimento.

Em 2026, Sun, Wang e McDaniel publicaram uma análise sobre companheiros de IA e relações sociais de adolescentes.

Os pesquisadores propõem olhar para essa interação de maneira bidirecional. Características sociais do adolescente podem influenciar sua procura por companheiros artificiais. Ao mesmo tempo, interações repetidas com esses sistemas poderiam potencialmente repercutir sobre suas relações sociais.

Mas aqui novamente encontramos mais perguntas do que respostas: ela ocupa a mesma função de um grupo de pares? Uma função completamente diferente? Complementa relações humanas? Substitui algumas delas? Ou cria uma categoria social que ainda não sabemos como classificar?

A personalização torna a pergunta ainda mais difícil

Existe uma característica da IA que diferencia profundamente essa tecnologia de muitos meios de comunicação anteriores: ela pode adaptar-se ao indivíduo.

Um livro permanece aproximadamente igual independentemente de quem o lê. Um filme também. Uma IA pode modificar sua linguagem, explicação, complexidade e forma de interação conforme aquilo que aprende durante uma conversa.

Isso pode ser extremamente útil. Mas também cria um cenário psicológico relativamente novo.

Durante boa parte de nossa vida social, precisamos aprender a lidar com pessoas que não foram construídas para se adaptar às nossas preferências. Elas discordam. Possuem interesses próprios. Interpretam situações diferentemente. Não estão disponíveis permanentemente. Não respondem exatamente como gostaríamos.

Boa parte da experiência social humana acontece dentro dessas limitações. Então surge outra pergunta: o que significa conviver durante anos com um interlocutor artificial capaz de adaptar continuamente sua interação ao usuário?

Isso facilita aprendizagem? Cria novas formas de suporte? Reduz fricções sociais? E, se reduz, todas as fricções deveriam ser reduzidas? Não sabemos.

Solidão leva à IA ou a IA modifica a solidão?

Outro estudo recente ilustra bem como essas relações podem ser difíceis de interpretar.

Uğuz, Doğan e Güngör analisaram 610 adultos jovens entre 18 e 30 anos e encontraram associações entre solidão, suporte social percebido e dependência de chatbots de inteligência artificial.

Como o estudo é correlacional, existe uma limitação fundamental. Não podemos simplesmente concluir que usar IA provoca solidão. Também não podemos inverter automaticamente e afirmar que solidão provoca dependência de IA.

Talvez pessoas com menor suporte social recorram mais frequentemente a sistemas artificiais. Talvez o uso intensivo também possa modificar relações posteriores. Talvez ambos ocorram. Talvez exista ainda uma terceira variável envolvida.

É justamente essa incerteza que torna o tema interessante.

Estamos criando um novo tipo de ambiente social?

Talvez durante muito tempo tenhamos dividido nosso mundo de maneira relativamente simples: existiam pessoas, e existiam ferramentas.

Uma ferramenta era algo que utilizávamos. Uma pessoa era alguém com quem nos relacionávamos.

A inteligência artificial começa a tornar essa fronteira menos confortável. Podemos utilizar uma IA como ferramenta. Mas também podemos conversar com ela. Podemos pedir que ensine, argumente, faça perguntas, recorde contexto, ofereça alternativas, adapte respostas e simule perspectivas.

Então talvez a pergunta relevante deixe de ser “uma IA é uma pessoa?”. Provavelmente essa nem seja a pergunta mais útil.

Talvez devamos perguntar: quais funções psicológicas tradicionalmente exercidas por pessoas também podem começar a ser exercidas, parcial ou diferentemente, por sistemas artificiais?

E o que acontece com as crianças que crescerão nesse ambiente?

Essa talvez seja a pergunta mais importante e, ao mesmo tempo, aquela para a qual temos menos respostas.

Hoje conseguimos estudar adultos que conheceram a IA generativa depois de grande parte de sua formação social. As próximas gerações estarão em uma situação diferente.

Uma criança poderá ter contato com sistemas capazes de conversar desde seus primeiros anos. Poderá aprender idiomas com eles, perguntar sobre o mundo, pedir histórias, resolver dúvidas escolares, receber sugestões e talvez compartilhar problemas.

Se experiências repetidas durante infância e adolescência participam da formação de expectativas sociais, então surgem perguntas inevitáveis:

Uma criança diferencia psicologicamente uma resposta artificial de uma resposta humana da mesma maneira que um adulto? O que ela aprende sobre conflito quando seu interlocutor artificial tende a ser cooperativo? O que aprende sobre autoridade? Sobre conhecimento? Sobre confiança? Sobre erro? Sobre amizade? Sobre disponibilidade? Sobre discordância?

Ainda não temos décadas de dados longitudinais capazes de responder a essas perguntas. Talvez essa seja justamente a questão: estamos introduzindo uma variável no ambiente de desenvolvimento humano antes de conseguirmos observar uma geração inteira crescer com ela.

Talvez estejamos fazendo a pergunta errada

Costumamos discutir inteligência artificial perguntando: quais empregos ela substituirá? Quais tarefas conseguirá executar? Quão inteligente ficará? Quais profissões mudarão?

São perguntas relevantes. Mas talvez exista outra, menos visível.

Durante décadas, a Psicologia mostrou que pessoas não se desenvolvem isoladamente. Somos influenciados por família, amigos, colegas, comunidades e pelas experiências sociais que acumulamos.

Agora algoritmos participam da seleção dessas experiências. E sistemas de IA começam a participar diretamente das interações.

Isso não significa que máquinas estejam substituindo nosso ambiente social. Também não significa que inevitavelmente produzirão efeitos negativos ou positivos. Ainda sabemos pouco.

Mas talvez já saibamos o suficiente para fazer uma pergunta diferente: se o ambiente social participa da construção de quem nos tornamos, o que acontece quando uma parte crescente desse ambiente passa a ser mediada, selecionada e produzida por inteligência artificial?

Essa pergunta se torna ainda mais complexa quando lembramos que os sistemas também aprendem conosco. Algoritmos observam nosso comportamento, transformam essas interações em dados e utilizam esse aprendizado para reorganizar as experiências que teremos depois. Nós reagimos a esse novo ambiente, essas reações geram novos dados, e o ciclo começa novamente:

pessoas → dados → algoritmos → ambiente → comportamento → novos dados → (o ciclo se repete)

O ambiente deixa, assim, de ser apenas algo que encontramos. Parte dele passa a ser continuamente construída a partir de nossas próprias interações.

É nesse ponto que a discussão sobre inteligência artificial deixa de ser apenas tecnológica e passa também a ser uma discussão sobre desenvolvimento humano.

O ambiente mudou, e isso importa

A inteligência artificial começa a participar de espaços que sempre tiveram importância na formação humana.

Algoritmos selecionam aquilo que vemos. Sistemas de recomendação organizam nossa exposição. Agentes de IA passam a participar de conversas, processos de aprendizagem, aconselhamento e suporte.

Isso amplia o debate para além de produtividade, automação e mercado de trabalho. A questão alcança também o ambiente em que aprendemos a pensar, confiar, discordar e nos relacionar.

Os estudos apresentados ao longo deste texto mostram que relações, experiências repetidas e padrões de exposição participam das trajetórias humanas. A presença crescente de sistemas artificiais acrescenta uma nova variável a esse processo.

O desafio dos próximos anos talvez envolva compreender tanto aquilo que a IA será capaz de fazer quanto o tipo de ambiente humano que sua presença ajudará a construir.

As respostas ainda estão sendo construídas. Mas a pergunta já está diante de nós: que tipo de pessoa poderá emergir de um ambiente em que humanos e inteligências artificiais passam a conviver?

Referências principais

Estudos utilizados como base para as discussões apresentadas no artigo.

  • Giletta, M.; Choukas-Bradley, S.; Maes, M.; Linthicum, K. P.; Card, N. A.; Prinstein, M. J. (2021). A Meta-Analysis of Longitudinal Peer Influence Effects in Childhood and Adolescence. Psychological Bulletin, 147(7), 719–747. DOI: 10.1037/bul0000329
  • Winstone, L. et al. (2026). Algorithmic recommendation and adolescent mental health: a grounded theory study of social and commercial determinants. BMC Public Health, 26, 2526. DOI: 10.1186/s12889-026-28300-5
  • Merrill, K. Jr.; Mikkilineni, S. D.; Dehnert, M. (2025). Artificial intelligence chatbots as a source of virtual social support: Implications for loneliness and anxiety management. Annals of the New York Academy of Sciences, 1549(1), 148–159. DOI: 10.1111/nyas.15400
  • Sun, X.; Wang, Y.; McDaniel, B. (2026). AI companions and adolescent social relationships: Benefits, risks, and bidirectional influences. Child Development Perspectives, 20(2), 91–98. DOI: 10.1093/cdpers/aadaf009
  • Hung, J. W.; Lee, C. K. Y.; Kasturiratna, K. T. A. S.; Hartanto, A. (2026). Parasocial relationships with artificial intelligence (AI): A systematic review of benefits and risks. Computers in Human Behavior: Artificial Humans, 8, 100323. DOI: 10.1016/j.chbah.2026.100323
  • Uğuz, Ö.; Doğan, S.; Güngör, D. (2026). Loneliness and AI chatbot dependence in young adults: the mediating role of perceived social support. BMC Psychology, 14, 1184. DOI: 10.1186/s40359-026-04916-5

Nota: este texto possui caráter de divulgação e reflexão científica. Parte dos estudos apresentados identifica associações, e a literatura sobre efeitos longitudinais da interação com sistemas generativos de IA ainda está em desenvolvimento. As perguntas apresentadas ao longo do artigo devem ser interpretadas como questões de investigação, e não como relações causais já estabelecidas.

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